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Publicidade, eleições e fake news: Como desvincular os anúncios de notícias falsas?

Estratégia e conteúdo especializado para a empresa se comunicar com seu público interno e externo

Publicidade, eleições e fake news: Como desvincular os anúncios de notícias falsas?

As chamadas fake news são o assunto do momento. Com a aproximação entre o jornalismo e a publicidade, os anúncios ganham cada dia mais espaço entre as notícias. Mas e se a notícia for falsa e ao lado tiver um anúncio da sua empresa?

As chamadas fake news são o assunto do momento. Constantemente usadas nos discursos do atual presidente dos EUA, Donald Trump, significam literalmente “notícias falsas”, cuja finalidade é se internalizarem no imaginário popular contra políticas e personalidades. Com a aproximação entre o jornalismo e a publicidade, os anúncios ganham cada dia mais espaço entre as notícias. Mas e se a notícia for falsa e ao lado tiver um anúncio da sua empresa? 

Confira abaixo como evitar essa associação prejudicial à marca.

O que são fake news de fato

Inicialmente, precisamos entender o conceito e sua aplicação no cenário atual. Antes mesmo da campanha eleitoral, portais desconhecidos publicavam informações questionáveis sobre os pré-candidatos à presidência, mas eles nunca haviam recebido tantos clicks como ultimamente.

Quando uma reportagem séria está em produção ela passa por um processo padrão: é constatada sua relevância para o público, estuda-se seu histórico, os pontos a abordar e as fontes peritas no assunto. Com uma notícia quente, ou seja, um fato recente, o processo não é muito diferente. Busca-se informação adicional e fontes. Esse processo é chamado de apuração.

Subentende-se que a notícia falsa não parte desse planejamento. Embora use a mesma estrutura da informação real, quando não é trabalhada a verdade são usados fatos e fontes inventados, ou nem isso.  E como saber se o portal é seguro?

Toda apuração custa dinheiro e tempo, por isso, uma boa notícia, na maior parte das vezes, é dada por um veículo de renome, como grandes jornais brasileiros. Aí vão as duas formas mais básicas de se reconhecer a fake news e seus canais:

1)      Sites de nomes desconhecidos: se um site tem nome estranho e uma linguagem explicitamente a favor ou contra determinada visão política, a chance de ser falso é grande. Todo veículo reconhecido tem seu posicionamento, mas o jornal deve procurar ser o mais neutro possível para não afetar a notícia.

 

2)      Parece um furo de reportagem: quando um fato acaba de acontecer, é normal os jornais publicarem o que é sabido até o momento, sem maiores informações. Por isso, se uma notícia aparecer com informações completas em pouco tempo, e elas não constarem em nenhum outro veículo, ela também pode ser falsa.

 

E como ela chega tão longe mesmo com formas de identificá-las? Um estudo publicado pelo MIT (Massachussets Institute of Technology) em março deste ano descobriu que as fake news são espalhadas mais rápida e profundamente se comparadas às notícias reais. Entretanto, não são os robôs os responsáveis por isso, e sim as pessoas. Confiando na internet ou se identificando ideologicamente com aquilo que leem, replicam as notícias quase que instantaneamente.

A imprensa criou mecanismos para combatê-las: as checagens. Elas nada mais são do que apurações reversas. Em vez de buscar a verdade antes de ser publicado, agências especializadas ou equipes dos próprios jornais checam detalhes das fake news para encontrar os erros e desmenti-los.

E isso soluciona? De certa forma sim e não. As checagens auxiliam na educação para conferir as fontes, mas isso caminha a passos lentos. No imaginário público, algumas políticas e candidatos permanecem com a imagem contaminada pela notícia falsa. Esse vínculo não se desfaz por completo. Eis o perigo de ter um anúncio ao lado de uma fake news, a associação.

Como evitar esse problema?

Antigamente, o anunciante comprava um espaço no site e seu anúncio podia ou não aparecer para o público certo. Agora, existe a Mídia Programática para destinar a comunicação ao alvo. Compra-se um espaço no site e os algoritmos o colocam na editoria mais indicada. Essa pode ser uma alternativa para que o anúncio não se encontre em uma temática diferente da sua, principalmente se esta estiver relacionada a opiniões que destoem dos valores da empresa que anuncia.

Por outro lado, um estudo publicado pela London School of Economics indica que a Mídia Programática pode compactuar com a disseminação de notícias falsas. Para o pesquisador Damian Tambini essa estratégia prioriza notícias com mais visualizações e não as verdadeiras.

É recomendado, então:

1)      Pesquisar os veículos em que se decide anunciar: É necessário checar se o portal publicou fake news e quantas vezes. Se ele foi a fonte da notícia falsa ou se buscou se retratar pela publicação de uma.

2)      Monitorar seus anúncios: Caso o portal escolhido seja de confiança e mesmo assim replicou alguma notícia falsa, é sempre bom acompanhar para tirar o anúncio ou checar se sua imagem está associada de alguma forma a ela.

3)      Combater as fake news: Não adianta pesquisar e monitorar constantemente se elas continuam a existir. Não dar clicks para essas publicações e desvincular seus anúncios delas são formas eficazes de combatê-las em longo prazo. O que é benéfico para todos, como empresas e cidadãos.

Quer entender como otimizar seus anúncios e evitar mais problemas como esse? Acompanhe nosso site ou venha tomar um café conosco!